segunda-feira, 11 de março de 2013

15 erros mais comuns na hora de malhar.



Mesmo quem considera um ambiente muito familiar, pode cometer erros que comprometem a saúde e o rendimento do treino. Para se livrar dessa roubada, confira os deslizes mais comuns quando o assunto é malhação.


dicas na hora de malhar



1. Montar o seu próprio treino

Essa prática é muito comum entre os frequentadores mais assíduos. Como já treinam há algum tempo, eles se sentem seguras a ponto de decidir qual o tipo de exercício é o mais adequado para seus objetivos. Grande engano! “Nesse contexto, muita gente só coloca em seu treino os exercícios que gosta ou aqueles que já deram resultado um dia. Porém, acontece que nem sempre o que gostamos é o mais indicado para nós e o que funcionou um dia pode não dar mais resultado. Com o tempo, as necessidades do corpo vão mudando”, diz Rodolfo Pavanelli, professor de musculação da Fórmula Academia e personal trainer (SP). Somente um profissional saberá avaliar as demandas do seu corpo e apontar quando um ciclo já se encerrou. Portanto, resista à tentação da autossuficiência e aceite o auxílio do professor. Juntos, vocês podem chegar a um programa de exercícios prazeroso e eficaz.




2. Correr na esteira com a postura encurvada
Esse erro é mais comum para os novos praticantes, que ainda não se sentem muito à vontade ou seguras no aparelho. Geralmente, eles permanecem com as mãos no apoio e a preocupação em se segurar é tanta que nem se dão conta da postura incorreta. Correr ou caminhar com as costas curvadas faz que a pessoa gaste mais energia do que o necessário. Além disso, pode sobrecarregar alguns grupamentos musculares, prejudicando o corpo e causando dores. Por isso, muita atenção: a ordem é manter a coluna no lugar. Assim, a movimentação é natural, economiza-se energia durante o exercício e ficamos mais à vontade e resistentes, permanecendo mais tempo na esteira. 
 



3. Pegar os pesinhos do chão sem flexionar os joelhos

Quando nos agachamos, sem o cuidado de flexionar os joelhos, aumentamos muito a sobrecarga na coluna vertebral e na musculatura que a sustenta. Dessa forma, a área fica mais suscetível a lesões, que podem prejudicar até mesmo os discos invertebrais, responsáveis por diminuir atritos e permitir maior mobilidade entre as vértebras. “Por isso, o ideal é sempre levantar os pesos do chão flexionando os dois joelhos e, de preferência, colocando uma perna à frente da outra, para aumentar a distribuição do peso e reduzir a tensão sobre as estruturas corporais”, alerta Bianca T. Ramallo Foschini, personal trainer especialista em fisiologia do exercício (SP). Seus joelhos, que aguentam a maior barra todos os dias, agradecem a gentileza! 




4. Exagerar no peso na tentativa de acelerar os resultados

Quando o assunto é atividade física, tudo é conquistado progressivamente. Afinal, é aos poucos que nosso corpo vai se adaptando ao exercício, adquirindo maior resistência e tendo a musculatura fortalecida. “O aumento das cargas deve ser feito sem pressa, acompanhando a resposta do aluno ao exercício. Acelerar esse processo pode lesionar músculos, tendões e ligamentos que não foram devidamente preparados para tanto esforço”, sinaliza Bianca. Então, amigos, vão com calma! O segredo, nesse caso, é a frequência e a qualidade no treinamento. Nada de atropelar as coisas! 




5. Pular o alongamento

Tem gente que não suporta o estica e puxa do alongamento. E verdade seja dita: no começo, é meio incômodo mesmo. Mas é justamente para evitar que a coisa piore lá na frente que não dá para abrir mão dessa parte do treino. “Quando pedimos para o aluno alongar, o foco é a flexibilidade, sem a qual fica difícil realizar tarefas do dia a dia, como pegar algo que esteja no alto ou amarrar o tênis”, explica Rodolfo Pavanelli. Essa habilidade, tão importante na rotina da gente, vai se perdendo ao longo dos anos. “Se não a exercitamos, sofremos encurtamentos que podem desencadear males como lombalgia e instabilidade muscular.” 




6. Compensar uma falta malhando em dobro no dia seguinte

“Um programa de treinamento já é pensado no intuito de aproveitar ao máximo o rendimento diário, sem ultrapassar os limites nem oferecer riscos à saúde. Portanto, não é recomendado se exercitar em dobro, como forma de compensação”, diz Bianca Foschini. A explicação é simples: o exagero pode desgastar muito a musculatura que, fadigada, tem sua capacidade diminuída. Trocando em miúdos: o rendimento cai e o risco de se machucar aumenta. Tome cuidado! 




7. Não se hidratar adequadamente

Durante a realização das atividades físicas, perdemos uma grande quantidade de água e sais minerais por meio do suor. Essa perda é ainda maior se o treino for realizado em locais quentes e úmidos. “Se não fizermos uma reposição hídrica adequada, entramos em um quadro de desidratação, no qual ocorre diminuição do volume sanguíneo, taquicardia, estresse térmico e sobrecarga nos rins. Os sintomas variam de desmaio e vertigens até o estado de coma. É muito sério”, alerta Bianca Foschini. Prevenir-se desse mal é fácil: ande sempre com seu squeeze a tiracolo. Não é esforço nenhum, certo? Cá entre nós, nada como aliviar aquele calor que nos consome quando estamos malhando com uma água bem geladinha. Além de refrescante, não aumenta nenhuma caloria sequer! 




8. Treinar mesmo com dor

Ao treinar, provocamos microlesões na musculatura. Isso é normal. O intuito é que o corpo logo se recupere e volte cada vez mais forte e resistente. No entanto, se essa recuperação não ocorre, começa um processo inflamatório que causa dor. Eis aí o sinal de alerta. Se continuarmos a forçar os músculos, sem dar o tempo necessário para a recuperação, ele ficará cada vez mais debilitado. Muita gente se arrisca, pois não vê muito prejuízo em um primeiro momento, mas, em longo prazo, sofre lesões e pode ter de se afastar da academia. Nada de forçar a barra, ok? 




9. Treinar o mesmo grupamento muscular dias seguidos

Todo mundo que malha tem um objetivo, seja ele, emagrecer, deixar as pernas boni­tas ou definir o abdômen. Mas não dá para trabalhar uma área apenas, até a exaustão, e deixar as outras à deriva. Primeiro porque focar em uma área só causa um grande desgaste da musculatura local e aumenta o risco de lesões. Segundo porque, vamos combinar: de nada adianta exibir pernão e bumbum durinhos e, quando for acenar para alguém, passar vergonha com a flacidez do “músculo do tchau”. Bonito mesmo é um corpo harmonioso, que mostra cuidado e dedi­cação em cada parte.




10. Iniciar o treino sem se aquecer

Ao contrário do que a maioria pensa, não é o alongamento que garante proteção contra possíveis lesões durante a musculação. “A melhor maneira de contar com esse auxílio é fazendo um aquecimento pré-treino, para despertar os grupos musculares que serão utilizados naquele dia”, conta Bianca Foschini. A especialista recomenda começar com um aquecimento geral — na esteira, bicicleta, transport ou step — e, na sequência, partir para um aquecimento mais específico, que pode ser feito no primeiro aparelho indicado para o treino do dia. “Como é só para aquecer, use uma carga com 50% a menos do peso indicado para as séries normais”, ensina. Depois, é só seguir com o programa normalmente.




11. Usar caneleiras na esteira ou na bicicleta

Para aumentar o gasto energético, alguns praticantes fazem uso da caneleira durante os exercícios aeróbicos. “Realmente a queima de calorias aumenta, porque há mais esforço. No entanto, o peso da caneleira muda o padrão de movimento proposto pelo aparelho, gerando instabilidade. É perigoso, pois força muito as articulações e pode lesionar o tornozelo, o quadril e o joelho, dentre outras áreas”, alerta o professor da Fórmula Academia. Para ele, o melhor é au­mentar o volume ou a intensidade do exercício a lançar mão desse acessório. Reserve-o para os exercícios de musculação, ok?




12. Falta de diversidade nos exercícios

A eficiência de um programa de treino está relacionada ao desafio que ele representa ao seu corpo. Por isso, uma atividade que é feita continuamente, certa hora deixa de dar resultado. “Nosso corpo se acostuma ao estímulo e, mesmo se aumentarmos a carga, a resposta não é satisfa­tória, pois ele já está muito adaptado”, explica o professor Rodolfo Pavanelli. O jeito é variar mesmo. Converse com o seu instrutor. O ideal é que as alterações aconteçam a cada quinzena ou dentro de um mês, no máximo.




13. Respirar de forma incorreta

Quem nunca sentiu aquela dorzinha aguda, na lateral do abdômen, enquanto corria na esteira ou realizava uma série de exercícios mais pesada? A causa do incômodo, acredite, é a respiração incorreta. Acontece que, quando respiramos de forma curta e acelerada, o mús­culo do diafragma é obrigado a se contrair e relaxar em intervalos muito pequenos, gerando espasmos e, assim, a dor. Por isso, fique atenta: se ao respirar o seu peito infla antes do que o seu abdômen é porque algo está errado. Ao inspirar, sinta sua barriga se encher de ar. Depois, expire e vá liberando-o bem lentamente. Quando você começa a prestar atenção nesse processo, ele se torna automático, refletindo positivamente no seu desempenho. Pode apostar!




14. Forçar o pescoço durante os abdominais

Nas primeiras repetições, os abdominais fluem que é uma beleza. Dá até gosto de ver. Mas, algum tempo depois, a força vai dando lugar ao cansaço e aí a gente tenta dar aquela ajudinha com a mão de apoio para empurrar o corpo para frente. O abdômen, então, deixa de ser trabalhado e começamos a machucar a região do pescoço, que fica sobre forte tensão. “Um bom jei­to de evitar isso é manter a mesma distância entre o queixo e o peito durante todo o movimento”, ensina Rodolfo Pavanelli. Mas, se mesmo assim sentir dificul­dade, experimente apoiar levemente as mãos na altura da orelha ou mantê-las cruzadas sobre o peito.




15. Realizar os exercícios em jejum

Na ânsia de perder peso, muita gente prefere praticar suas ativida­des em jejum, acreditando que isso auxilia no combate aos pneuzinhos. No entanto, o feitiço cai contra o feiticeiro. A energia que é gasta durante os exercícios vem dos nutrientes ingeridos. Se a pessoa não se alimenta adequadamente, pode sentir fraqueza ou fadiga precoce, o que atrapa­lhará seu rendimento e, consequentemente, diminuirá o gasto calórico. E não para por aí: a falta de nutrientes aumenta a produção do hormônio cortisol, relacionado ao estresse e à queda da imunidade. O organismo também se adapta à falta de alimentação, desacelerando o metabolismo, mesmo em estado de repouso. E assim, fica muito mais di­fícil queimar as gordurinhas. Então, trate de abrir a boca. Sem exageros, é claro. Na dúvida, consulte um nutricionista.

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Matéria retirada: Corpo a Corpo

sábado, 9 de março de 2013

Pare de fumar sem engordar

Sim, isso é possível. Conheça um plano infalível para dar um basta ao cigarro, ganhar mais saúde, e, o que é melhor, sem prejudicar as medidas do seu corpo. 
dicas para não engordar
 É consenso entre os especialistas: quem decide colocar um ponto final nas baforadas pode engordar até 15 quilos em um ano. Isso ocorre principalmente porque o ex-fumante apela para a comida como válvula de escape para vencer as crises de abstinência. A fome, então, é inevitável. Por isso, impedir que o ponteiro da balança dispare é um grande desafio para a pessoa que quer se livrar das tragadas de uma vez por todas. Segundo uma revisão recente de estudos realizada pela organização internacional Cochrane Collaboration, somente um tratamento que combine dieta, medicamentos e terapia é capaz de minimizar esse ganho para algo entre 1 e 5 quilos — ou nem isso. Mas para que a vida prossiga sem tabaco e com uma silhueta enxuta, também é prioritário chutar o sedentarismo para escanteio. Siga o passo-a-passo abaixo e veja como isso está longe de ser algo inalcançável.

1 PROCURE UM MÉDICO
Menos de 5% dos indivíduos que param de fumar por conta própria completam um ano longe do cigarro, segundo a Organização Mundial da Saúde. Ao longo de três décadas de baforadas, a paulistana Ivana Morgani, 44 anos, só foi bem-sucedida na terceira tentativa, quando, enfim, recorreu a um especialista. "Descobri que tinha um enfisema pulmonar e não tive dúvidas: comecei o tratamento médico", diz a professora. Há cinco meses sem fumar, ganhou 4 quilos. "E olha que sempre substituí o cigarro por água", garante. Ou seja, podia ser pior. "Só agora decidi procurar uma nutricionista e me exercitar." Para o pneumologista Daniel Deheinzelin, coordenador do programa antibagista do Hospital Sírio-Libânes, em São Paulo, apagar o vício exige disciplina. "Quem segue o tratamento à risca corre menos risco de engordar", afirma.

2 ESCOLHA BEM O DIA D
Não dá para parar de fumar de uma hora para outra. É preciso pensar em uma data que não faça o candidato a ex-fumante sofrer por não poder chegar perto de um cigarro e... comer para descontar. Dia próximo de uma grande festa, por exemplo, é contraindicado. "Sem orientação, a pessoa vai comer muito para aliviar os ataques de fissura e ansiedade", diz o endocrinologista Daniel Lerario, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. "É preciso conversar com o médico para desenvolver algumas estratégias. Se for proibido fumar em casa, por exemplo, é melhor parar no sábado. E, se for proibido fumar no trabalho, a opção mais certeira é a segunda-feira", aconselha a cardiologista Jaqueline Scholz Issa, diretora do Laboratório de Tratamento do Tabagismo do Instituto do Coração de São Paulo.

3 ENTENDA O RITMO DO SEU CORPO
O ex-tabagista tende a ganhar peso no período de seis meses a um ano após o abandono do hábito. Mas é nos primeiros 60 dias que o organismo reaprende a funcionar sem a aceleração provocada pela nicotina. Nessa fase, até o coração reduz seu baticum. "São, em média, dez batidas a menos por minuto", revela Jaqueline Scholz Issa. E um ritmo corporal mais lento facilita o surgimento de pneuzinhos e afins. "Parar de fumar diminui as necessidades calóricas diárias do indivíduo", explica o pneumologista Ciro Kirchenchtejn, do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo. É por isso que manter a mesma dieta dos tempos enfumaçados contribui para a síndrome do tamanho GG. Daí, cortar calorias do cardápio é imprescindível — especialmente nos tais primeiros 60 dias. Ou seja, não espere começar a engordar para maneirar.

4 FECHE A BOCA PARA OS DOCES
O fumante também come menos porque não sente o sabor e o cheiro da comida. Mas isso passa logo na primeira semana sem cigarro. "Fumar queima as papilas da gustação e os receptores do olfato, que se recompõem cerca de três dias após o indivíduo largar o tabaco", diz Kirchenchtejn. Assim, durante a ingestão dos alimentos, o corpo volta a liberar substâncias por trás da sensação de prazer e saciedade — sobretudo se for uma guloseima. Então, como o organismo sempre tenta se defender, logo troca uma coisa por outra. "É como se o doce proporcionasse o mesmo alívio do cigarro", diz a psiquiatra Célia Lídia da Costa, do Hospital do Câncer A.C. Camargo, em São Paulo. Por isso, opções muito calóricas precisam ficar fora da dieta. Em vez de chocolate, escolha uma fruta, que em geral tem poucas calorias e, por ser doce, elimina a fissura.

5 MEXA-SE!
Sem a nicotina para turbinar a queima de energia, um ex-fumante estoca até 500 calorias diárias na forma de gordura. "Elas devem ser gastas com exercícios, mesmo que seja uma caminhada", aconselha Kirchenchtejn. O ginecologista Márcio Belo, 39 anos, aumentou a frequência dos treinos de triatlo. "Quanto mais me exercitava, menos sentia vontade de fumar", conta Belo, que é de Campinas, no interior paulista, e não acende um cigarro há quatro anos. Esse efeito foi comprovado em um estudo publicado no periódico americano Psychopharmacology. Fumantes que tinham se exercitado não se sentiram estimulados por imagens ligadas ao fumo. "A atividade física libera endorfina, um calmante natural", diz a psiquiatra Ana Cecília Marques, da Universidade Federal de São Paulo.

6 CONTROLE A ANSIEDADE
O hábito de fumar faz com que a nicotina assuma a função de substâncias reguladoras da emoção, como as catecolaminas e a serotonina. Por isso, a falta do cigarro deixa os nervos em polvorosa, o que geralmente é compensado numa comilança desenfreada. Para contornar essa situação, os médicos receitam medicamentos que induzem o organismo a liberar os hormônios capazes de promover naturalmente a sensação de prazer, saciedade e bem-estar, inibindo o efeito do tabaco. Adesivos e chicletes de nicotina são mais usados em situações emergenciais. "O aumento da fome é um dos sintomas da ausência da nicotina. Aqueles dois ou três minutos de desespero, porém, podem ser controlados mascando os chicletes", exemplifica Kirchenchtejn.

7 APAGUE ALGUNS HÁBITOS
Parar de fumar sem engordar não significa somente tirar o cigarro do dia-a-dia e comer menos. Significa também substituir as tragadas no intervalo do trabalho, em festas e após o almoço por atividades que facilitem o reequilíbrio do organismo. "O ganho de peso é um sinal de que o organismo está sofrendo com a carência do tabaco. Por isso, o indivíduo precisa compreender quem é ele sem o cigarro, porque faz bem parar e como mudar seu comportamento", diz a psiquiatra Célia Lídia da Costa. Com auxílio terapêutico, desenvolvem-se artimanhas para vencer a constante vontade de beliscar. "A pessoa se condiciona a pensar no que disparou a fome antes de saciá-la", diz Kirchenchtejn. Consciência, tratamento e atitude são essenciais para se tornar um ex-tabagista — livre e leve, é claro.

Matéria retirada: Revista Saúde é Vital

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia da Mulher com muita SAÚDE.

Conheça as principais causas de morte feminina no Brasil e como é possível evitar as doenças usando a prevenção como aliada

Mulheres determinadas, poderosas, decididas, delicadas. Mulheres fortes, que sabem o que querem, vão buscar oportunidades, caminhos e independência. Conquistaram o dia 8 de março como seu, receberam do mundo o "Dia Internacional da Mulher".

Novas rotinas, mulheres chefes de família, chefes do escritório, chefes de dupla jornada. Agora é a vez delas, responsabilidades maiores, que dão orgulho, já que lutam tanto para isso. As provedoras da vida merecem atenção não apenas no dia 8, mas em todos os dias do ano. Por isso, vamos listar doenças e formas de evitá-las para que aproveitem mais que um único dia.


INFARTO 


mulher cuide do coração Segundo o Ministério da Saúde as principais causas de morte feminina no Brasil são: infarto, AVC e as conhecidas doenças cardiovasculares. "O infarto na mulher é acometido de maneira característica, ou seja, depende do perfil de cada uma", afirma a cardiologista Patrícia Lobo, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. O fato de essas doenças fazerem parte da vida das mulheres hoje em dia mais do que antigamente, parte da ideia de que elas conquistaram outras funções além da de dona de casa, ou seja, há uma soma de trabalhos acumulados.
Para que essa doença, que obstrui as artérias, responsáveis por manter o coração, seja evitada, é necessária uma mudança de hábitos. A cardiologista Patrícia afirma que as mulheres sedentárias, fumantes, com uma dieta não saudável, com obesidade, pressão alta ou diabetes, devem mudar sua rotina o quanto antes. "A questão importante é a medicina preventiva que pode se antever a problemas", conclui a cardiologista.
Outro alerta feito pela cardiologista é sobre a confusão quanto aos sistemas. Muitas vezes o infarto nas mulheres acaba sendo confundido com dor nas costas, falta de ar, náuseas, queimação no estômago e tontura. Nada parecido com a masculina da fisgada no peito e formigamento no braço.


CÂNCER DE MAMA 


O Câncer de mama é bem conhecido entre as mulheres. Trata-se de uma proliferação celular anormal nas glândulas mamarias. Segundo o ginecologista Edson Ogeda do Hospital Samaritano, a grande oportunidade para que a cura do câncer seja alcançada está no diagnóstico precoce. A doença que assusta muitas mulheres, não é facilmente perceptível, por isso, é necessário um acompanhamento anual. No caso de proliferação da doença "cada situação vai determinar o tipo de plano de tratamento para o câncer", afirma o ginecologista.


OSTEOPOROSE 


mulher cuide da osteoporose A osteoporose está relacionada com o enfraquecimento dos ossos. Segundo o ginecologista Edson Ogeda, "a cada dez pessoas acometidas pela doença, nove são mulheres". A incidência é grande neste grupo principalmente pela constituição do corpo feminino.
Especialmente em casos de mulheres com pré-disposição familiar, vida sedentária, mulheres que não consomem alimentos com cálcio, com pequena exposição ao sol, na fase da menopausa, (quando os hormônios, responsáveis pela proteção do corpo, ficam escassos) e ainda, as com algum tipo de vício, como o cigarro, por exemplo, que aumentam as chances da doença se proliferar.

Não há grande segredo segundo Ogeda, o mais importante é se prevenir com uma vida mais saudável, principalmente aquelas que fazem parte dos grupos de risco.


CANDIDÍASE 


mulher cuide da candidíase Segundo a Ginecologista do Hospital e Maternidade São Luiz, Poliani Prizmic, a candidíase é uma das queixas mais frequentes dentro dos consultórios ginecológicos. Poliani afirma também que a doença pode acometer muitas mulheres. "Pelo menos uma vez na vida 75% a 80% das mulheres terá a candidíase".
A doença é marcada por um fungo adormecido dentro do corpo humano, que espera alguma oportunidade para se proliferar. Para que o fungo, Cândida Albicans, não consiga se manifestar nas pessoas, existem alguns cuidados importantes a serem tomados: evitar tecidos que aumentem a temperatura da vagina, alimentos ácidos, ou que alterem o pH vaginal, prestar atenção nos medicamentos utilizados, entre outros.
A doença não é considerada uma DST e pode vir a se proliferar quando a imunidade da pessoa estiver baixa. O tratamento é feito por antifúngicos por mais ou menos uma semana.


Matéria retirada: Revista Saúde é Vital

Viva o ovo!!

Pense em um alimento que sacia com poucas calorias. E ainda ajuda você a ganhar músculos e a turbinar o organismo com vitaminas e minerais essenciais. Sim, estamos falando do ovo - uma verdadeira "cápsula" de saúde, beleza e bem-estar!


Nem sempre esse alimento deteve o título de mocinho. "A gema carrega colesterol e, por isso, o ovo passou muitos anos sendo acusado de elevar os níveis de gordura no sangue", lembra Lia Buschinelli, nutricionista e coordenadora do serviço de nutrição do Instituto Paulista de Cancerologia, em São Paulo. Mas, graças aos estudos científicos realizados nas últimas décadas, esse mal-entendido foi esclarecido e o ovo absolvido.

Sabe-se, hoje, que a quantidade de colesterol consumida na alimentação influencia muito pouco as taxas dessa gordura no sangue. O mesmo não se pode dizer das gorduras saturadas. Encontradas nas carnes, no leite e derivados integrais, elas são as verdadeiras inimigas da saúde do coração. "A concentração de gorduras totais no ovo é cerca de 5 gramas, sendo apenas 1,5 grama do tipo saturada", afirma a nutricionista Aritiane Ricardo Silva, do Instituto de Prevenção Personalizada, em São Paulo. Ou seja, é um alimento que pode (e merece) ser consumido com frequência.

Quantas unidades podem entrar no cardápio? Segundo uma pesquisa realizada na Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, o consumo de até sete ovos por semana altera muito pouco as taxas de colesterol. Para chegar a esse número, os autores avaliaram 120 mil homens e mulheres saudáveis no período de dez anos. Por medida de prevenção, no entanto, os especialistas ainda recomendam moderação para quem tem colesterol alto. "Para essas pessoas, o consumo máximo deve ser de três ovos por semana", orienta Aritiane.

Aliado da dieta

Outro ponto positivo que veio à tona recentemente: esse alimento ajuda na perda de peso, de acordo com uma pesquisa do Departamento de Obesidade do Centro de Pesquisa Biomédico da Universidade Pennington, em Louisiana, nos Estados Unidos. Mérito da proteína de boa qualidade. "Formada por aminoácidos essenciais (aqueles que não são produzidos pelo organismo), a proteína do ovo sacia com mais facilidade", explica Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo. Ela ainda torna a digestão mais lenta, atrasando a sensação de fome. Experimente incluir o ovo no café da manhã. Há provas de que, consumido nesse horário, ele deixa você menos voraz ao longo do dia, contribuindo para reduzir o total diário de calorias. Mas não vale ovo frito. Deve ser mexido, pochê ou cozido (nesse formato, ele pode até ser levado para o trabalho ou faculdade num potinho, dentro da bolsa, como opção de lanche). "Comer um ovo no final da tarde ajuda a driblar a vontade de doce, comum nesse horário", afirma Lucia Endriukaite, nutricionista e consultora do Instituto Ovos Brasil. É uma troca vantajosa para quem quer emagrecer, já que a unidade (clara e gema) é magrinha: tem 70 calorias, em média. E você chega no jantar menos faminta.

Bom para os músculos


O ovo também é excelente para manter o corpo firme. Ele ajuda tanto no crescimento quanto na manutenção dos músculos. Benefícios promovidos especialmente pela ação da leucina - aminoácido que compõe a proteína da clara. Esse ingrediente, aliás, é bastante usado nos suplementos nutricionais para o ganho de músculos. Por isso a clara é a queridinha de atletas e praticantes de musculação. Para emagrecer sem ficar flácida, você também pode adotá-la com mais frequência que a gema. Mesmo porque a clara tem apenas 15 calorias e não carrega gordura nem colesterol. Mas não descarte totalmente a gema: é ela que concentra a maior parte das vitaminas e dos minerais. Ou seja, é a união das duas partes (clara e gema) que faz do ovo um alimento tão especial. É claro que, sozinho, ele não faz milagre. Para obter todos os benefícios que ele proporciona, você deve combinar o consumo à prática de atividade física e a uma dieta saudável, de preferência que inclua outras fontes de proteína magra (peixe, frango e carne sem gordura). Mais bons motivos para você virar fã do ovo: é barato e versátil - rende muitas receitas diferentes e gostosas.

Alimento para o cérebro

O ovo não é rico apenas em proteína. A gema concentra uma boa dose de colina, integrante do complexo B que, por contribuir para a formação de novos neurônios, é considerado valioso para a saúde do cérebro. "Estudos relacionam o consumo adequado de colina (126 miligramas por dia, quantidade encontrada em uma gema) a um menor risco de doenças degenerativas como Parkinson e Alzheimer", comenta a nutricionista Lia Buschinelli. Jás as substâncias antioxidantes, como as vitaminas A, D, E e K, selênio, magnésio, zinco, ferro, cálcio e manganês dão ao ovo o poder de combater o envelhecimento precoce das células, afastando o aparecimento de rugas, além de reduzir o risco de doenças crônicas como hipertensão.

Casca protegida

Na hora da compra, é importante verificar a data de validade e o selo oficial de inspeção estampados na embalagens. Fique de olho também no aspecto da casca e adote cuidados no armazenamento e preparo

• A casca deve estar limpa e sem trincas ou rachaduras.

• Em casa, guarde os ovos na geladeira, mas evite a porta. Apesar de muita gente guardá-los nessa parte, não é o lugar mais indicado. Os movimentos de abre e fecha da porta podem quebrá-los. Coloque-os mais no fundo da geladeira e dentro de um recipiente que impeça o contato com os demais alimentos.

• Não lave antes de levá-los à geladeira. A umidade na casca pode favorecer a entrada de microrganismos. Lave e seque-os com papel toalha na hora de usar.

• Para evitar que a casca quebre no cozimento, ponha uma colher de sopa de vinagre na água. Se você gosta do ovo molinho, deixe-o na água fervente por cinco minutos. Ou nove minutos se quiser ele durinho.
 
Matéria retirada: Boa Forma